quinta-feira, 30 de outubro de 2008

fiesp

confesso que não tinha percebido como essa tal crise poderia ser fruto de devaneios.

outro dia um desses mega empresários que dão consultorias para empresas nas bolsas de valores disse: para ver a crise eu preciso ligar a televisão.

até agora o que vimos foi só a bolsa caindo e os bancos em greve.

a greve já acabou e a bolsa começou a subir.

tem gente dizendo que toda essa gritaria de que a crise pode e deve chegar ao brasil é obra da fiesp. instituição com grandes laços políticos com um certo grupo.

a fiesp.

sempre a fiesp.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

negócio

muito bem. final das eleições municipais. muito se fala da vitória do pmdb. que o pmdb está sendo cobiçado por pt e psdb para o jogo presidencial de 2010.

como se isso fosse uma novidade.

desde o reinício do processo eleitoral no país o pmdb foi o fiel da balança nas eleições presidenciais. por ser um partido que recebe deus e o diabo sempre teve mais prefeituras que outras legendas.

mas é um partido sem cara. sem identidade. tem apenas peso. por isso todos querem ele ao seu lado. é fácil de domar. basta dar uns pequenos agrados.

agora para quem tem paciência. será muito interessante acompanhar o desenvolver das negociações para as coligações de 2010.

josé serra logo vai prometer ao pmdb o cargo de vice e também um punhado de ministérios. vai trabalhar com tudo o que puder para atrair o partido para o seu lado. assim como fez na eleição municipal de são paulo.

o pt terá que usar a mesma tática se quiser manter o pmdb ao seu lado.

mas muita água ainda vai rolar. o pmdb também conta com divisões internas. mesmo sendo da base aliada de lula sempre teve gente mais ligada aos tucanos.

serão dois anos bem intensos em brasília.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

patronato

alguém entendeu a razão da greve dos bancários ter demorado tanto tempo?

justamente em momento de crise eles paralisam as atividades. não permitem nenhum empréstimo. nenhum crédito para a população.

os banqueiros gostaram. claro.

tiveram tempo para pensar no que fazer com relação à crise. assim não ficaram indispostos com clientes ao recusar crédito. estudaram durante duas semanas os cenários da economia.

agora podem reabrir. sabem como se comportar perante ela.

a greve? fácil de ser contornada.

bancários: vocês ajudaram bastante os banqueiros.

só a caixa econômica permanece em greve. claro. o governo é mais lento que a iniciativa privada.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

despreparo

sobre o caso de santo andré.
falar mal dos policiais que participaram da ação é injusto.

se eles não estão bem preparados a culpa é de um despreparo da corporação.

se a corporação não está bem preparada é culpa do governo do estado.

o governo do estado de são paulo é comandado há 14 anos pelo psdb.

precisa dizer mais?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

cuidado

a forma como a imprensa trabalhou ontem o confronto foi péssima.

primeiro abusou da linha de confronto entre corporações. é preciso deixar claro que não foi confronto entre corporações. foi entre manifestantes e a força de ordem pública. se fossem professores ou estudantes seria a mesma coisa. com bombas e tiros de borracha.

não se pode criar um clima de guerra entre policiais da forma como foi criado. isso fragiliza as instituições que dependem uma da outra.

está certo que pelo fato dos manifestantes serem policias e andarem armados muda a forma como você repreende uma manifestação. mas não muda seu caráter.

segundo comprou a versão do governo. não verificou se era mesmo movimento político. se era apenas um pequeno grupo de manifestantes. se tentam mesmo negociar.

deturpado

chega a ser irritante a forma como serra tratou o confronto entre policiais de sp.

por isso faço algumas ponderações sobre o fato.

- a categoria está toda paralisada há um mês.

- os policiais civis são trabalhadores. assim como outras categorias contam com sindicato formado. assim como outros sindicatos os deles também são ligados a movimentos sindicais como cut e força.

portanto o que serra alega para minimizar o fato é deturpado.

primeiro disse que apenas um pequeno grupo dos policias se manifestava. até pode ser que 2 mil de um universo de 37 mil grevistas estivessem fazendo a manifestação. mas é claro que nem todos estariam naquele lugar. o fato relevante é que a categoria toda está unida na greve. todos desaprovam a política do governo.

segundo disse que era um movimento político-eleitoreiro devido à participação das entidades sindicais. lembro que eles são trabalhadores e como tais têm direito a serem sindicalizados. o fato dessas entidades terem ou não vinculações com alguns partidos não tira o direito delas se manifestarem.

caracterizar um movimento de greve legítimo como político-eleitoreiro é pisar nos direitos dos trabalhadores. é cuspir na cara de todos os trabalhadores.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

desafios


essa é do sitião (frangoalbino.blogspot.com).

para quem tem problemas sérios. bem sérios.

humor

acordar pela manhã com a notícia que as bolsas na ásia estão operando com "fortes baixas" desanima qualquer dia.

não que eu tenha qualquer dinheiro investido na bolsa. não tenho mesmo. mas a situação está criando a sensação de que qualquer mínimo avanço que o país tenha tido nas últimas décadas pode fazer água. é frustrante.

não por questões políticas. não por questões morais. mas pelo sentimento de esperança.

nos últimos 30 anos o brasil não vivia um clima de esperança - ilusório ou não - tão grande como viveu até setembro deste ano. o país crescendo. os empregos aparecendo. a descoberta de campos de petróleo inimagináveis. tudo isso fez o povo sonhar.

agora vem um monte de engravatados dizendo que uma crise dos endinheirados do exterior pode gerar desemprego e falta de dinheiro no mercado brasileiro. é um banho de água fria em um momento de agenda positiva.

ninguém merece.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

money

"crise sem precedentes". "dificuldade de crédito". "ajuda tarde demais". "falta de confiança". "bolsas caem mais".

pode ter certeza. tem muita gente ganhando dinheiro com isso.

os governos abriram as pernas para a crise gerada pela especulação. quem gosta de dinheiro adorou. inclusive gente dos governos.

e vão querer mais.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

ataque

mais ou menos como em um jogo. quando você tem menos peças para o combate e sabe que poderá tomar o golpe final. a única alternativa é partir para o ataque. ou se morre mais rapidamente ou por sorte acaba vencendo.

na campanha eleitoral é assim. quando um candidato começa a bater desenfreadamente em outro é por ter a consciência de que suas chances de ganhar estão ficando escassas. as pesquisas internas demonstram que o poder de crescimento é limitado.

a vitória só acontecerá se algum fato novo se criar. neste sentido se trabalha com o estômago - ou com fígado - e não com a cabeça. aí acha que só denegrindo a imagem do outro é que pode ganhar.

engano.

derrota.

ideais

alguns derreteram como chocolate entre o indicador e o polegar. outros simplesmente esqueci. sei que os tinha. mas não sei bem onde foram parar. outros lembro até com certa nostalgia. com um sorriso no rosto. com uma lágrima no olho esquerdo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

desopilar


essa é do pbfcomics (pbfcomics.com).

para desopilar.

ponto

uma das razões do brasil não ter entrado ainda em colapso com a crise externa. a postura das grandes empresas que operam no país.

recentemente o presidente nacional de uma montadora de carros confidenciou. a empresa nunca trabalhou com a perspectiva do dólar naquele patamar em que estava dois meses atrás. desde o início do ano calcularam o dólar fechando abaixo de r$2 e acima de r$1,8.

o que tiveram de lucro durante nove meses garante o prejuízo que estão tendo com este pouco menos de um mês de crise.

turno

ainda sobre as eleições municipais e o cenário para 2010. o pt está com o sinal de alerta ligado. sabe que a eleição presidencial será mais difícil do que imaginava. tudo isso por causa do resultado das urnas no primeiro turno. sabe que pode piorar ainda mais com o resultado do segundo turno.

basta observar.

em porto alegre. josé fogaça concorre contra maria do rosário. pmdb x pt. sabe-se que fogaça tem laços estreitos com o psdb. se ganhar é vitória do psdb.

em belo horizonte. márcio lacerda concorre contra leonardo quintão. psb x pmdb. como se sabe lacerda é apoiado por pt e aécio neves. mas serra trabalha nos bastidores para eleger quintão. se quintão ganhar é vitória de serra. psdb ganha independente do eleito. quintão cresceu muito. talvez tenha chegado no seu limite.

no rio de janeiro. eduardo paes concorre contra fernando gabeira. pmdb x pv. o psdb apóia gabeira. lula e o governador do rio apóiam lacerda. gabeira cresceu muito no primeiro turno. não deve parar de crescer.

em são paulo. gilberto kassab x marta suplicy. dem x pt. serra e psdb querem kassab de qualquer jeito. lula e pt querem marta de qualquer jeito. são paulo é uma cidade mais conservadora. kassab só cresce desde o início das eleições.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

abc

conversando com o assessor de imprensa do ministério do turismo. ele me disse que o serra foi mais longe. além de vencer no primeiro turno em são paulo. minar a força de aécio em belo horizonte. também conseguiu desestabilizar o poder do pt no abc paulista. conseguiu segundo turno em guarulhos e em são bernardo.

é força. é muita força.

resultado

a pergunta que se faz é qual o efeito da crise. não é difícil de imaginar.

os investidores tiram o dinheiro das bolsas. as ações perdem valor. as empresas não conseguem vender suas ações em um valor bom para poderem aplicar o dinheiro para o seu crescimento. elas diminuem o crescimento. elas geram menos receita. elas empregam menos.

agora imagine o efeito catastrófico que essa crise pode ter para um país como o brasil. em duas frentes.

na bolsa é a primeira. o país também emite títulos para conseguir recursos para investir. como os investidores estão recuando os papéis do governo também seguem a tendência. menos dinheiro em caixa. menos dinheiro para investir em infra-estrutura. menos desenvolvimento.

no dia-a-dia é a segunda. como está claro as empresas investem menos e empregam menos. empregar menos significa menos dinheiro em circulação. menos dinheiro em circulação significa problemas para o comércio que pode passar a vender menos. vender menos significa retração. retração significa desemprego.

além disso tudo ainda tem os empréstimos em organismos internacionais. muitos governos estaduais e prefeituras contraem empréstimos para investir em infra-estrutura. moradia. estradas. etc. com a crise os organismos internacionais diminuem os empréstimos. menos desenvolvimento para os estados e municípios. menos dinheiro circulando. etc.

bola de neve.

superficial

difícil falar desta crise econômica. o ambiente está ainda turvo. mas algumas ponderações podem ser feitas. a grosso modo.

as bolsas trabalham com a especulação sobre ações de empresas. essas ações são necessárias para capitalizar as empresas para que possam investir. algo como vender um papel para alguém dizendo que aquele papel em dois anos valerá x% a mais. com o dinheiro da venda a empresa poderá investir para crescer.

o problema do mercado financeiro é que muitas vezes a especulação ultrapassa a realidade. aquele papel vendido por um valor passa a valer mais do que ele realmente valeria. isso cria dificuldades para se conhecer o real valor de cada empresa e qual o momento que ela passa. se uma empresa quebra ou sofre com algum problema acaba por afetar todo o mercado financeiro.

isso aconteceu com bancos e financeiras americanas. o papel delas valia muito mais do que a empresa. como essas empresas sofreram com a falta de pagamento dos créditos imobiliários entraram em recessão. quebraram. faliram. nisso aqueles que compraram suas ações perderam dinheiro. tiveram que recuar. diminuir gastos. reduzir investimentos. tirar o dinheiro das bolsas.

virou uma bola de neve. o pessoal foi recuando. tirando dinheiro da bolsa. vendendo os papéis. as bolsas despencaram.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

claro

para quem estranhou a pesquisa datafolha que apontou kassab na frente. é só ler a entrevista abaixo publicada na folha antes do primeiro turno. detalhe que conheço a cientista política que fez parte da pesquisa. ótima pessoa.

Fernando Limongi diz que disputa Kassab-Alckmin não rachou bloco de centro-direita

O PT bateu em seu teto eleitoral em São Paulo e não deve vencer a eleição para prefeito. A avaliação é de Fernando Limongi, 50, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP, que publicou, com a cientista política Lara Mesquita, uma análise sobre "As eleições municipais em São Paulo entre 1985 e 2004" na revista "Novos Estudos" do Cebrap nº 81.

Em seu estudo, Limongi e Mesquita argumentam que são os eleitores de centro que decidem as eleições em São Paulo, "inclinando-se ora à direita, ora à esquerda", mas, na disputa entre PSDB e PT, o primeiro tem levado vantagem sobre o segundo. Essa vantagem não lhe garante uma
vitória de antemão, porque a competição entre os dois partidos é muito equilibrada: basta uma pequena perturbação na distribuição das preferências para alterar o resultado. Como explica Limongi na entrevista a seguir, concedida na quarta-feira passada, o confronto entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) não produziu nenhuma fratura irreversível nesse eleitorado, capaz de possibilitar uma vitória do PT:

FOLHA - O sr. observa que Paulo Maluf vinha conseguindo bloquear a emergência de outros líderes de direita em São Paulo -como Antônio Ermírio em 1986 e Romeu Tuma em 2000. Agora, a passagem de Gilberto Kassab ao segundo turno é um sinal de que a direita conseguiu se
renovar na cidade ou o DEM paulistano é só uma sublegenda do PSDB?
FERNANDO LIMONGI - É cedo para uma avaliação. É impossível saber hoje qual vai ser o futuro político do Kassab e se ele vai ganhar autonomia em relação ao PSDB e a José Serra. É óbvio que no momento ele só decolou porque contou com esse apoio, com a estrutura de campanha que ele recebeu do Serra. A equipe que fez a campanha dele é a equipe do Serra. Você não sabe o que Kassab vai ser, se em algum momento ele vai ganhar autonomia ou se vai ficar como uma criatura do Serra. O que eu acho interessante é que, no fundo, o PSDB é o herdeiro de Paulo Maluf. Na verdade, a história seria um pouco assim: você teve uma polarização Maluf/anti-Maluf, na qual o PT se constituiu na força anti-Maluf e, quando o Maluf cai, a clivagem passa a ser PT/anti-PT. Você não consegue ver o PSDB ainda, embora ele esteja crescendo, com uma imagem muito clara, que o defina como um pólo. Eu acho que essa ascensão do Kassab aponta para essa fragilidade do PSDB.

FOLHA - O sr. acha que o PSDB ainda não se consolidou como representante do centro na cidade?
LIMONGI - Tem um certo mistério aí, há uma certa dificuldade de definir qual é a base eleitoral do PSDB. Não é fácil encontrar o que seria essa estrutura partidária-eleitoral que sustenta o PSDB. Ele teve muita dificuldade para se pôr de pé. Mesmo com o deslanche nas eleições nacionais a partir de 1994, ainda assim o PSDB teve dificuldades tanto na cidade como no Estado de São Paulo. Você não pode esquecer que Mário Covas quase foi derrotado na tentativa de se reeleger em 1998. Passou para o segundo turno cabeça a cabeça com a Marta. A base do PSDB não é clara. Ele herdou um eleitorado, mas não se sabe se ele conseguiu controlar esse eleitorado. Vamos fazer uma comparação. Você teve facções saindo do PT e competindo com o PT. Primeiro a Luiza Erundina, que foi mais forte, que em 2000 teve uma votação significativa, mas que volta inteiramente ao PT no segundo turno. Agora você tem o PSOL, que bem ou mal é uma facção, uma dissidência que saiu do PT e lançou candidatura. E não se estabeleceu. É óbvia a comparação com o Kassab. Você pode pensar: o que é o Kassab? Uma facção do PSDB que conseguiu, por fora do partido, conquistar votos dos peessedebistas. A suposição é que quem está votando Marta
agora é quem votou em Lula e Mercadante em 2006. O eleitor do PT está mantido: a projeção para o segundo turno da Marta é basicamente o que Lula teve no segundo turno na cidade de São Paulo em 2006. O eleitorado está sobrevivendo a tentativas de dissidências do PT à esquerda, e está muito estável. Já o eleitor do PSDB já esteve com Maluf, com o próprio PSDB e agora se dividiu entre Alckmin e Kassab. Quando você olha as pesquisas por nível de escolaridade e renda, você vê que a Marta dá de lavada nos estratos de educação e renda mais baixa, e Kassab mais Alckmin dão de lavada nos estratos de educação e renda mais alta. Essas grandes tendências vão se confirmando. O mercado eleitoral está muito previsível: o desempenho do PT é notável, mas mesmo assim está batendo no teto na cidade de São Paulo. Lula em 2006 teve 32,8% na
cidade de São Paulo, e a projeção para Marta é essa: 40 e tantos por cento no segundo turno.

FOLHA - As últimas pesquisas de intenção de voto indicam que Marta perderia no segundo turno tanto para Kassab como para Alckmin.
LIMONGI - Quer dizer que o eleitor é Kassab-Alckmin. E como eles têm garantia de que vão ao segundo turno, não precisam coordenar agora. Então podem se dividir. No início da campanha, a chance do PT era justamente explorar essa divisão, ou que essa divisão permitisse ao PT
adentrar no campo de centro-direita. Aparentemente a campanha não provocou esse tipo de resultado. Você tem eleições em que isso acaba afetando. Como a decisão é muito equilibrada, e se dá numa faixa de eleitorado muito específica, se você penetra um pouco mais numa faixa
do eleitorado, você pode virar a eleição. Essa briga poderia ser a forma de o PT sair desse teto, além de todo o atual boom econômico. Mas a cidade de São Paulo é impressionante: muito estável e muito inclinada para a direita. E isso desde a eleição de Fernando Collor. Se você pegar a eleição de 1989, no segundo turno, a cidade de São Paulo está completamente fora do esquadro em relação aos outros grandes centros urbanos do país. Ela é mais Collor do que o esperado
por renda, população urbana etc. No fundo, foi isso que garantiu a eleição de Collor. Enquanto Brasília e Rio de Janeiro são o contrário -sempre desviam para a esquerda. E a explicação é mais a força da burocracia estatal, do funcionalismo público.

FOLHA - O sr. observa que o PT não perdeu em 1992 por causa da "reação da classe média", mas devido a uma deserção dos eleitores de baixa renda da periferia. O sr. tem uma interpretação sobre esse fenômeno?
LIMONGI - Não, realmente isso é estranho. O PT aparentemente não segura parte do voto da periferia. O problema é que, mais adiante, esse eleitor volta para o PT. Se o PT não segurou esse eleitor naquele momento, depois ele pegou e não largou mais. Se você compara Marta em
2000 e 2004, cresce bem o voto na classe mais baixa.

para ler o resto só procurar na folha.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

mais

falemos mais das razões de serra ter sido o grande vitorioso do primeiro turno das eleições municipais. confesso. demorei para perceber.

mais do que sair na frente na campanha de são paulo. mais do que humilhar o alckmin e seus apoiadores. serra conseguiu minar as forças de aécio em minas. a aliança formada a fórceps em belo horizonte não garantiu a vitória no primeiro turno. trabalho nos bastidores.

era o que ele precisava. garantir a máquina de são paulo ao seu lado e mostrar que aécio não é bom de briga eleitoral.

definitivamente mostrou que está vivo.

agora é só esperar enxurrada de dossiês. janeiro de 2009.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

vejamos

em são paulo. por exemplo. antes do primeiro turno eu dizia que a definição do prefeito de são paulo diria muito sobre o futuro presidente do país. mais até que em outros tempos. talvez a prefeitura nunca tenha sido tão importante.

vejamos. a cúpula do psdb está rachada. é serra contra o resto. serra quer ser presidente e sabe que sua última chance é em 2010. perder a prefeitura de são paulo é perder uma enorme aliada para as eleições. não poderia entregar para alckmin. desafeto antigo. aliado do grupo de aécio. mineiro que sabe que será presidente. mais cedo ou mais tarde.

se alckmin fosse para o segundo turno seria uma pedra nas pretensões presidenciais de serra. a cúpula tucana trabalha com jogo de pesos. prefeitura de são paulo mais governo de minas e agregados vale mais que apenas o governo do estado de são paulo.

com kassab tudo fica sob controle de serra. na pesagem tudo a seu favor.

para o pt a prefeitura de são paulo é fundamental. para lula também. ele se elegeu presidente a primeira vez quando a máquina de são paulo estava com ele. não precisava da máquina da cidade para se reeleger. mas precisa da máquina agora para eleger seu sucessor. sonho de lula é ganhar de fernando henrique cardoso. fhc não elegeu sucessor. lula deseja isso. sonha com isso.
se marta ganhar será a pedra preciosa para o pt seguir no poder.

com o segundo turno definido temos um enorme vencedor. serra. humilhou alckmin e seus apoiadores. tirou kassab lá de sabe-se-lá-de-onde e fez passar até a marta. mostrou para todos os partidos. inclusive o seu. que está mais forte do que nunca.

sair do primeiro turno como primeiro já foi a vitória maior. já garante seu passaporte carimbado para disputar a presidência. eleger kassab no segundo turno significa que serra terá tudo em suas mãos para chegar ao seu objetivo.

ao pt resta tentar derrotar serra agora. ou pelo menos perder por muito pouco. os votos que o pt conseguir neste segundo turno serão os votos que o partido conseguirá em são paulo na campanha de 2010. nem um a mais.

diversão

a política me diverte. demorei um tempo para entender a razão de sempre estar perto dela. desde menino. desde a escola.
é um ambiente fascinante. poder. dinheiro. intrigas. violência. corrupção. idéias. ideais. história.
poder ver e contar um pouco da história é um privilégio.
também um perigo. tem que saber se manter distante o suficiente para não cair.
aliás. política não é tão difícil quanto parece. é tão fácil quanto um jogo de xadrez. cada peça tem uma função. todos tem o mesmo objetivo. as estratégias são similares. mesmo que as razões sejam minimamente diferentes.

não

não. não. nada de poemas ou poesias. nada difícil. fora das entrelinhas. tirar a casca não é fácil. a alma da idéia não nasce pronta.

um

começar nunca é fácil. ainda mais quando não se tem idéia da razão de ser. é como jogar tudo para o alto e ver como cai. é ali embaixo que vai descobrir. sem normas e sem preconceitos. aceita e vai. o pior que pode acontecer é desistir. sem dor.