terça-feira, 6 de janeiro de 2009

volta

ano novo. promessas novas. pretendo retomar meus desatinos políticos neste pequeno e pouco visitado espaço. não deixa de ser uma válvula de escape para alguém que tem escrito muito pouco mas tem muito o que dizer.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

fiesp

confesso que não tinha percebido como essa tal crise poderia ser fruto de devaneios.

outro dia um desses mega empresários que dão consultorias para empresas nas bolsas de valores disse: para ver a crise eu preciso ligar a televisão.

até agora o que vimos foi só a bolsa caindo e os bancos em greve.

a greve já acabou e a bolsa começou a subir.

tem gente dizendo que toda essa gritaria de que a crise pode e deve chegar ao brasil é obra da fiesp. instituição com grandes laços políticos com um certo grupo.

a fiesp.

sempre a fiesp.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

negócio

muito bem. final das eleições municipais. muito se fala da vitória do pmdb. que o pmdb está sendo cobiçado por pt e psdb para o jogo presidencial de 2010.

como se isso fosse uma novidade.

desde o reinício do processo eleitoral no país o pmdb foi o fiel da balança nas eleições presidenciais. por ser um partido que recebe deus e o diabo sempre teve mais prefeituras que outras legendas.

mas é um partido sem cara. sem identidade. tem apenas peso. por isso todos querem ele ao seu lado. é fácil de domar. basta dar uns pequenos agrados.

agora para quem tem paciência. será muito interessante acompanhar o desenvolver das negociações para as coligações de 2010.

josé serra logo vai prometer ao pmdb o cargo de vice e também um punhado de ministérios. vai trabalhar com tudo o que puder para atrair o partido para o seu lado. assim como fez na eleição municipal de são paulo.

o pt terá que usar a mesma tática se quiser manter o pmdb ao seu lado.

mas muita água ainda vai rolar. o pmdb também conta com divisões internas. mesmo sendo da base aliada de lula sempre teve gente mais ligada aos tucanos.

serão dois anos bem intensos em brasília.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

patronato

alguém entendeu a razão da greve dos bancários ter demorado tanto tempo?

justamente em momento de crise eles paralisam as atividades. não permitem nenhum empréstimo. nenhum crédito para a população.

os banqueiros gostaram. claro.

tiveram tempo para pensar no que fazer com relação à crise. assim não ficaram indispostos com clientes ao recusar crédito. estudaram durante duas semanas os cenários da economia.

agora podem reabrir. sabem como se comportar perante ela.

a greve? fácil de ser contornada.

bancários: vocês ajudaram bastante os banqueiros.

só a caixa econômica permanece em greve. claro. o governo é mais lento que a iniciativa privada.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

despreparo

sobre o caso de santo andré.
falar mal dos policiais que participaram da ação é injusto.

se eles não estão bem preparados a culpa é de um despreparo da corporação.

se a corporação não está bem preparada é culpa do governo do estado.

o governo do estado de são paulo é comandado há 14 anos pelo psdb.

precisa dizer mais?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

cuidado

a forma como a imprensa trabalhou ontem o confronto foi péssima.

primeiro abusou da linha de confronto entre corporações. é preciso deixar claro que não foi confronto entre corporações. foi entre manifestantes e a força de ordem pública. se fossem professores ou estudantes seria a mesma coisa. com bombas e tiros de borracha.

não se pode criar um clima de guerra entre policiais da forma como foi criado. isso fragiliza as instituições que dependem uma da outra.

está certo que pelo fato dos manifestantes serem policias e andarem armados muda a forma como você repreende uma manifestação. mas não muda seu caráter.

segundo comprou a versão do governo. não verificou se era mesmo movimento político. se era apenas um pequeno grupo de manifestantes. se tentam mesmo negociar.

deturpado

chega a ser irritante a forma como serra tratou o confronto entre policiais de sp.

por isso faço algumas ponderações sobre o fato.

- a categoria está toda paralisada há um mês.

- os policiais civis são trabalhadores. assim como outras categorias contam com sindicato formado. assim como outros sindicatos os deles também são ligados a movimentos sindicais como cut e força.

portanto o que serra alega para minimizar o fato é deturpado.

primeiro disse que apenas um pequeno grupo dos policias se manifestava. até pode ser que 2 mil de um universo de 37 mil grevistas estivessem fazendo a manifestação. mas é claro que nem todos estariam naquele lugar. o fato relevante é que a categoria toda está unida na greve. todos desaprovam a política do governo.

segundo disse que era um movimento político-eleitoreiro devido à participação das entidades sindicais. lembro que eles são trabalhadores e como tais têm direito a serem sindicalizados. o fato dessas entidades terem ou não vinculações com alguns partidos não tira o direito delas se manifestarem.

caracterizar um movimento de greve legítimo como político-eleitoreiro é pisar nos direitos dos trabalhadores. é cuspir na cara de todos os trabalhadores.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

desafios


essa é do sitião (frangoalbino.blogspot.com).

para quem tem problemas sérios. bem sérios.

humor

acordar pela manhã com a notícia que as bolsas na ásia estão operando com "fortes baixas" desanima qualquer dia.

não que eu tenha qualquer dinheiro investido na bolsa. não tenho mesmo. mas a situação está criando a sensação de que qualquer mínimo avanço que o país tenha tido nas últimas décadas pode fazer água. é frustrante.

não por questões políticas. não por questões morais. mas pelo sentimento de esperança.

nos últimos 30 anos o brasil não vivia um clima de esperança - ilusório ou não - tão grande como viveu até setembro deste ano. o país crescendo. os empregos aparecendo. a descoberta de campos de petróleo inimagináveis. tudo isso fez o povo sonhar.

agora vem um monte de engravatados dizendo que uma crise dos endinheirados do exterior pode gerar desemprego e falta de dinheiro no mercado brasileiro. é um banho de água fria em um momento de agenda positiva.

ninguém merece.